terça-feira, 3 de agosto de 2010

Crivella quer investir na formação profissional




Candidato à reeleição ao Senado, Marcelo Crivella (PRB-RJ), anunciou na noite de segunda-feira (2), que pretende investir na criação de uma extensão da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para qualificação da população. Gás. Segundo o parlamentar, a intenção é formar mão-de-obra especializada em São Gonçalo e região por causa das obras do Porto de Itaoca e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
“É perfeitamente possível viabilizar esse projeto. Temos 10 milhões para investir em emendas e mais 20 milhões da bancada do Rio para trabalharmos com essa criação. Não se trata de política de campanha, é uma meta totalmente possível”, reforçou Crivella. ...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Serra e Dilma intensificam críticas


Apesar das promessas do PT e do PSDB de que campanha eleitoral não seria negativista, os presidenciáveis José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) têm pontuado discursos e entrevistas com ataques diretos e insinuações que relacionam os adversários a riscos de retrocessos sociais, econômicos e institucionais.


Ontem, Dilma acusou Serra de baixar o nível da campanha, além de estar por trás dos ataques promovidos por seu companheiro de chapa, Índio da Costa (DEM). Foi uma resposta à reprodução feita pelo tucano, em encontro com cerca de 400 empresários, de frase do líder dos sem-terra João Pedro Stédile, segundo a qual em caso de eventual vitória da petista haveria aumento das invasões no campo.

Os dois presidenciáveis têm ajustado o discurso de acordo com a plateia, não apenas ao fazer promessas, mas também ao relacionar o adversário a questões controversas.

O principal foco dos tucanos tem sido vincular o PT a supostos atos ilegais ou clandestinos, como invasões de terras, conexões com a guerrilha colombiana, loteamento do Estado e violação de sigilo fiscal. O vice de Serra, por exemplo, vinculou os petistas às Farc. Na segunda-feira, esse tema serviu para o próprio Serra investir contra a política externa de Lula e seu apoio ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez. "Até as árvores da floresta amazônica sabem que as Farc se abrigam na Venezuela", afirmou Serra, para quem Chávez é uma "ameaça" à paz regional.

Medo. Ontem no Recife, Dilma contra-atacou. "Vamos vencer o medo que eles tentam espalhar, com a competência, com o crescimento econômico, com o Bolsa-Família. Vamos vencer as ameaças de terror porque temos hoje um patrimônio que é de toda a população brasileira, que é o governo Lula", afirmou à noite.

Os petistas também não perdem a oportunidade de apontar nos adversários a intenção velada de desmontar o aparato social do governo Lula e de promover o retorno de práticas e políticas do governo Fernando Henrique Cardoso, como as privatizações.

Dilma repisou o tema ontem. "No passado, meus adversários deixaram a eleição passar para depois fazer o câmbio flutuar, provocando uma verdadeira pancada na economia nacional. Nós, não fizemos nem faremos nada do tipo. Temos uma posição clara, coerente."

[ ][/ ]A petista tem investido também em um suposto discurso duplo dos tucanos em relação ao principal programa social do governo. "Aqueles que dizem que não vão acabar com o Bolsa-Família são os mesmos que entraram no Supremo Tribunal Federal com uma ação de inconstitucionalidade contra nós, tentando derrubar justamente o Bolsa-Família", disse, no início do mês.

Serra, que no início do ano falava em "ampliar" e "aprimorar" o Bolsa-Família, prometeu dobrar o número de atendidos no dia seguinte ao discurso da adversária.

A ofensiva dos tucanos procura atribuir à campanha adversária uma suposta ausência de valores morais. Apontam no PT a intenção de limitar a liberdade de imprensa e dizem que o partido é contra os direitos humanos e a defesa das liberdades civis.

Para embasar o discurso, os tucanos citam frases do próprio presidente Lula, como comparação entre presos comuns e presos políticos de Cuba. Também usam como exemplo as diretrizes do programa de governo do PT, do qual a candidata recuou em relação a temas polêmicos.

Já Dilma descreve o principal rival como alguém que ameaça a continuidade de iniciativas do governo Lula, como a ampliação de recursos para a agricultura familiar e a concessão de subsídios para a moradia popular. "Ele (Serra) foi ministro duas vezes no governo FHC, e não vi um processo de desenvolvimento de inclusão social dos 190 milhões de brasileiros", disse a petista na quinta-feira, em sabatina promovida pelo portal R7 e pela Record News.

Venezuela. O embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Arvelaiz, negou ontem que haja acampamentos permanentes de guerrilheiros, paramilitares ou narcotraficantes colombianos na Venezuela "que contem com autorização ou simpatia do governo" Chávez. E rebateu as acusações de envolvimento de seu país com as Farc. "A República Bolivariana da Venezuela rechaça tais denúncias."

CAMPO DE BATALHA

AS PRINCIPAIS ARMAS USADAS POR PETISTAS E TUCANOS

1 Mídia
Os tucanos acusam o PT de tentar limitar a liberdade de imprensa

2 Programas sociais
Os petistas tentam desqualificar as propostas do PSDB na área social

3 Farc
Tucanos apontam as ligações do PT com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia

4 Estagnação
O PT busca associar o governo Fernando Henrique com a estagnação econômica
Fonte : O Estado de São Paulo

sexta-feira, 23 de julho de 2010

: Dilma abre oito pontos de vantagem sobre José Serra


Pelos números da pesquisa, a petista tem 41% das intenções de voto, contra 33% do tucano, 8% de Marina Silva (PV), e 1% de todos os outros candidatos somados
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, abriu oito pontos percentuais de vantagem sobre o candidato do PSDB, José Serra, segundo pesquisa estimulada do Vox Populi divulgada nesta sexta-feira (23) pelo "Jornal da Band". Pelos números, a petista tem 41% das intenções de voto, contra 33% do tucano, 8% de Marina Silva (PV), e 1% de todos os outros candidatos somados.

Os eleitores que disseram que vão votar em branco ou nulo somam 4%. Já 13% disseram que não sabem em quem votar ou não responderam.

Na pesquisa espontânea, que é feita sem que os nomes dos concorrentes sejam apresentados ao eleitor, Dilma aparece com 28%, Serra tem 21% e Marina atinge 5%. Mesmo fora da disputa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é apontado por 4% dos entrevistados nessa modalidade.

Em uma simulação de segundo turno, a candidata do PT teria 46% e o candidato do PSDB ficaria com 38%.

O instituto também pesquisou em quem os entrevistados não votariam. O resultado mostrou que a maior rejeição é de José Serra (24%), seguido por Marina Silva (20%) e Dilma Rousseff (17%).

Na pesquisa estimulada do Vox Populi de maio, Dilma tinha 38% dos votos, subiu para 41% em junho e manteve o percentual neste mês. Já Serra tinha 35% em maio, chegou a 36% em junho e caiu para 34% na pesquisa divulgada nesta sexta.

Já na primeira pesquisa de intenções de voto realizada após o início oficial da campanha eleitoral (6 de julho), Dilma aparece com 41% e Serra, com 33%, enquanto Marina tem 8% e os demais candidatos, 1%.

A pesquisa do instituto foi feita entre os dias 17 e 20 de julho e foram feitas três mil entrevistas, em 219 municípios de todas as regiões do País. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o protocolo nº 19.920/2010.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Crivella lidera disputa ao Senado no Rio


Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (1º/6), no Jornal do Brasil, mostra o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) à frente na disputa ao Senado no Rio de Janeiro, com 40% das intenções de voto, contra 37% do ex-prefeito Cesar Maia. Os demais candidatos não chegam sequer a 15% da preferência do eleitorado: Lindberg Farias tem 13%, Jorge Picciani, 10%, e Manoel Ferreira, Marcelo Cerqueira e Vaguinho, 4% cada.

A pesquisa, que tem margem de erro de três pontos percentuais, foi encomendada pelo Sindicato dos Condutores da Marinha Mercante e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº 12414/2010.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Rosinha Garotinho passa por cirurgia em São Paulo


Prefeita de Campos dos Goytacazes retirou nódulo benigno na garganta.
Hospital Sírio Libanês diz que ela passa bem e está se recuperando.
Do G1, em São Paulo

imprimir A prefeita cassada de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho, passou por uma intervenção cirúrgica no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, na manhã de quinta-feira (27). De acordo com a assessoria do Sírio, ela teve um nódulo retirado da tireoide e os exames identificaram que ele é benigno.

Rosinha foi internada na quarta-feira (26). A assessoria do hospital informou que ele se recupera bem da cirurgia na garganta e descansa no quarto. Não há informação sobre a previsão de alta.

Condenação judicial
A cirurgia ocorreu no mesmo dia em que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) cassou o mandato de Rosinha por abuso do poder econômico. Segundo o TRE-RJ, ela foi beneficiada por práticas panfletárias da rádio e do jornal O Diário, durante a campanha nas eleições 2008.

Pelo mesmo motivo, o TRE-RJ tornou inelegíveis por três anos a prefeita cassada e o pré-candidato ao governo do Rio, Anthony Garotinho, além de três comunicadores da rádio. Em seu blog, Anthony Garotinho afirma que ele e Rosinha vão "ingressar junto ao Tribunal Superior Eleitoral para anular o julgamento" do TRE-RJ.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Niterói ganha 30 novas favelas em quatro anos


A expansão de favelas em Niterói surpreende. De acordo com informações divulgadas pela prefeitura, entre 2004 e 2008, a cidade ganhou 30 novas comunidades, totalizando hoje 130, em todo o município. A situação, no entanto, vem se agravando ao longo dos últimos oito anos. O número de favelas praticamente triplicou a partir de 2000, quando o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrava apenas 43 favelas. Atualmente, 20% da população — ou seja: 95 mil dos 478 mil habitantes da cidade — vivem em locais dominados pela pobreza.

Segundo a secretária municipal de Urbanismo e Controle Urbano, Maria Christina Figueira Monnerat, as causas que provocam o crescimento desordenado das favelas são a especulação imobiliária, que, mesmo em bolsões de pobreza, constroi, vende e aluga imóveis; a migração de moradores vindos de outros municípios; e o desemprego:

— O crescimento das favelas é asssustador. Nós não esperávamos. Precisamos buscar uma solução, mas o trabalho será grande. Isso é fruto de problemas sociais, e precisaremos de um planejamento para chegar a um senso comum e a uma solução humana, já que essas pessoas não têm para onde ir.

O mapeamento foi realizado pelo Núcleo de Regulamentação Fundiária (Nurf), órgão subordinado à secretaria municipal de Urbanismo e Controle Urbano. Pelo monitoramento, que ainda está em fase de execução, na Zona Norte surgiu o maior número de favelas. A maioria das casas e dos barracos foi erguida nos bairros de Fonseca, Caramujo, Engenhoca, Barreto e Tenente Jardim. O Centro, por sua vez, foi o que teve a maior expansão vertical, segundo a prefeitura.

A identificação primária das favelas ocorreu por meio de imagens feitas via satélite. Agora, os técnicos querem descobrir o tamanho real das áreas ocupadas pelas novas comunidades e farão isso em parceria com as associações de moradores de Niterói. O objetivo é contar o número de moradias e, feito isso, elaborar um plano com ações efetivas a fim de ajudar no combate à favelização.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

CRIVELLA VISITA AS VITIMAS DO MORRO DO BUMBA


Depois de passar a semana em Brasília lutando para trazer mais recursos para o Rio de Janeiro, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) fez questão de visitar o Morro do Bumba na tarde desta sexta-feira, onde prestou solidariedade aos moradores e a familiares das vítimas do deslizamento que devastou a comunidade na quarta-feira. Os bombeiros já retiraram 29 corpos dos escombros, e, em todo o estado, 214 pessoas já morreram desde segunda-feira, com o início das chuvas.

- Fiquei muito impressionado. Estou muito triste. Temos que mudar radicalmente nossa política habitacional – constata Crivella.

Após fazer oração pelas vítimas dos deslizamentos, ao vivo, pela Rede Record, de uma casa de frente para o morro, Crivella foi conhecer de perto o trabalho de resgate dos bombeiros e conversou com o coronel José Carlos, comandante responsável pelas operações de busca no Bumba.

- A situação está extremamente difícil aqui. Há 99% de chances de não encontrarmos mais sobreviventes, mas trabalhamos com todo o cuidado com o objetivo e esperança de ainda encontrar pessoas com vida – revela o coronel.

Segundo o coronel dos Bombeiros, o trabalho é feito minuciosamente, com retroescavadeiras. Apesar de as equipes de resgate necessitarem das máquinas, já que o serviço manual se tornou impossível, a qualquer sinal de vida humana um profissional da área médica verifica, com todo o cuidado, se é mais um sobrevivente.

- É preciso investir em prevenção. Só podemos dizer que a defesa civil está funcionando quando ela consegue obter informações dos serviços de meteorologia de que grandes tempestades estão a caminho e puder, a tempo, retirar provisoriamente todas as pessoas das áreas de risco iminente, com apoio de geólogos, até que as chuvas diminuam. Igrejas, escolas e abrigos oficiais podem ser usados para esse fim – aconselha Crivella.

Crivella lembra que é função primordial do agente público investir maciçamente em habitação. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu um grande passo ao criar o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social, cujo projeto teve a relatoria do próprio Crivella e dormitava há anos nas gavetas do Congresso Nacional. Ele recria o BNH (Banco Nacional de Habitação), com estrutura diferenciada, com menos burocracia, dando ênfase em financiamentos para as camadas mais populares. O projeto Minha Casa, Minha vida, por exemplo, dá subsídios de até R$ 23 mil para quem ganha de 1 a 2 salários mínimos e pretende comprar casa própria. Já foram negociadas 600 mil unidades, e há expectativa de que até o fim de um eventual governo Dilma Rousseff esse número chegue a 2 milhões.

- Há quantos anos o poder público não faz casas em massa para pobres? Todo mundo sabe que essas pessoas correm risco nessas áreas, mas para onde vamos levá-las? – Questiona Crivella.

Crivella lembra que nos Estados Unidos o secretário de Defesa Civil tem poderes absolutos, “quase de um presidente da República”:

- Lá (nos EUA), o secretário de Defesa Civil pode requisitar até um navio de grande porte, do governo americano, se precisar, para resolver alguma emergência, e tem contato direto com o serviço de meteorologia, que funciona muito bem, o que não é o caso do Brasil, onde precisa ser aperfeiçoado.