terça-feira, 31 de março de 2009

Alencar sai de hospital e fala sobre candidatura ao Senado em 2010


SÃO PAULO - Aos 77 anos e apenas alguns meses após mais uma cirurgia para remoção de tumor, o vice-presidente da República, José Alencar, não descarta a possibilidade de se lançar candidato nas eleições de 2010. Questionado se aceita disputar o Senado por Minas Gerais caso esteja recuperado até lá, Alencar rebateu: "Se Deus me curar, aí eu terei que cumprir, naturalmente, com meu dever político".Alencar, que está no exercício do cargo por causa da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Qatar, falou com a imprensa ao deixar o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele passou a manhã e o início da tarde no hospital, onde realizou exames de rotina e foi submetido a um procedimento para a retirada de cateter do ureter, artefato que foi aplicado na última cirurgia a que o vice se submeteu, em 25 de janeiro. A remoção, segundo a equipe médica, já estava prevista. Aceitando com bom humor as provocações dos jornalistas, Alencar lembrou que ao final de seu atual mandato terá completado 79 anos. "Então, não quero mais nada. O que posso querer? O máximo que posso querer é disputar umas três ou quatro eleições", brincou o vice de Lula. Ele partiu acompanhado de uma comitiva presidencial para o aeroporto de Congonhas, onde embarca para Brasília. De acordo com a assessoria da Presidência da República, Alencar fará despachos internos na sede temporária do Executivo, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), e se encontrará, por volta das 18h30, com o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli.

Fonte : CLARISSA OLIVEIRA - Agencia Estado

PF omite doações da Camargo Corrêa a três partidos


O relatório da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, omitiu as doações da construtora Camargo Corrrêa a outros três partidos políticos: PT, PTB e PV, segundo o Jornal Nacional, da TV Globo. Deflagrada na semana passada, a operação desarticulou uma quadrilha especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro e também menciona sete partidos políticos que podem ter recebido doações ilegais da construtora nas eleições de 2008. O relatório da PF cita PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT, PMDB e PP, que negam caixa dois. A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) é apontada na investigação como intermediária das doações da empresa a políticos. A entidade nega as suspeitas. Segundo a reportagem do Jornal Nacional, os nomes dos três partidos que ficaram de fora do primeiro relatório da PF estão em um e-mail enviado por um dos diretores da Camargo Corrêa em novembro do ano passado para um representante da Fiesp. Na mensagem, o diretor cobra recibos pendentes de doações ao PT, PTB e PV, além do PSDB --já citado no relatório anterior. O PV e o PTB disseram que as doações da Camargo Corrêa foram registradas na Justiça Eleitoral. A Direção Nacional do PT afirmou que não responde pelos diretórios regionais --a doação foi para um diretório regional mas não cita qual. A reportagem mostra ainda comentário do delegado Otávio Russo que diz no relatório que ser "impossível se afirmar, apenas com os dados atuais, a ilicitude de tais doações". A Operação Castelo de Areia prendeu dez pessoas na última quarta-feira (25), entre elas quatro diretores e duas secretárias da Camargo Corrêa. Eles foram soltos no último sábado (28) mas foram indiciados pela PF por crimes de câmbio ilegal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. fonte Gazeta de Alagoas

segunda-feira, 30 de março de 2009

OAB e Sindicato dos Jornalistas repudiam agressão a fotógrafo de jornal


A OAB/RJ, o Sindicato dos Jornalistas e a Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro divulgaram notas, nesta quinta-feira, em que repudiam a agressão perpetrada por assessores da prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset, contra o fotógrafo do jornal "Extra" Fabiano Rocha.
A Ordem dos Advogados também criticou as ameaças sofridas pela jornalista Ana Carolina Torres e pelo motorista Noel Messias. A equipe fazia uma reportagem sobre buracos nas ruas. A OAB classificou a agressão um atentado contra a liberdade de imprensa. A nota foi assinada pelo presidente da seccional Rio, Wadih Damous.
Já o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro frisaram que agressão sofrida pela equipe assume proporção mais grave porque foi em frente à casa da prefeita, a maior autoridade do município.
Reportagem em frente à casa da prefeita
A equipe estava em frente à casa da prefeita, fazendo uma reportagem, acompanhados do boneco João Buracão, quando o irmão de Aparecida, Márcio Panisset, saiu da casa e pegou o boneco. Pouco depois, dois homens cercaram o fotógrafo. Um deles deu uma "gravata" em Fabiano e o outro tomou sua máquina.Na 73ª DP (Neves), onde o caso foi registrado como lesão corporal, os agressores foram identificados como o auxiliar administrativo Fábio Soares Pacheco, de 33 anos, e o motorista Marcos Antônio da Silva Ramos, de 34. Fábio foi quem agrediu o fotógrafo, e Marcos Antônio, quem roubou a máquina. O irmão de Aparecida Panisset aparece no registro como envolvido.

domingo, 29 de março de 2009

Justiça liberta diretores da Camargo Corrêa


A Justiça Federal concedeu neste sábado seis harbeas corpus beneficiando dez presos pela Polícia Federal durante a Operação Castelo de Areia, deflagrada na última quarta-feira. Foram beneficiados pela decisão da desembargadora federal Cecília Mello os diretores da Camargo Corrêa Pietro Francesco Giavina Bianchi, Fernando Dias Gomes, Dárcio Brunato e Raggi Badra Neto, as secretárias Darcy Flores Alvarenga e Marisa Berti Iaquinto, e os supostos doleiros José Diney Matos, Jadair Fernandes de Almeida, Kurt Paul Pickel e Maristela Sum Doherty. Até as 13h30, os acusados ainda permaneciam na carceragem da PF em São Paulo, mas a previsão era de que seriam libertados antes do início da noite. Segundo Ministério Público Federal e PF, a Camargo Corrêa é suspeita de remessa ilegal de dólares para o exterior, superfaturamento em obra pública, doação ilegal para partidos políticos e lavagem de dinheiro. A empresa nega as acusações. Escutas telefônicas apontam que a empreiteira fez doações ilegais a partidos, segundo a polícia. O relatório da PF cita PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT, PMDB e PP, que negam caixa dois. A Fiesp é apontada na investigação como intermediária das doações da empresa a políticos. A federação nega. Beneficiária de empréstimos milionários do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a empresa é parceira do governo federal em algumas das principais obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e integra consórcios responsáveis pela expansão do metrô e do Rodoanel, em São Paulo, e pela construção do Centro Administrativo de Minas Gerais. Também detém a concessão de serviços públicos em vários Estados, como administração de rodovias, transmissão de energia e limpeza urbana. A Procuradoria decidiu investigar em todo o país as obras da empresa que tenham apresentado indícios de irregularidade para verificar se os problemas têm alguma conexão com supostas doações ilegais. As obras da Refinaria Nordeste e da usina de Tucuruí, das quais a empresa participou, já foram incluídas na investigação sob suspeita de superfaturamento. Para a Procuradoria, o dinheiro eventualmente pago a mais pode ter sido usado em doações irregulares.

sábado, 28 de março de 2009

Greve Irresponsável de ônibus atinge 1 milhão de pessoas


Greve Irresponsável de ônibus atinge
1 milhão de pessoas na região metropolitana do Rio de Janeiro
A greve de rodoviários deflagrada na madrugada desta sexta-feira em cinco municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro atinge 1 milhão de pessoas, estima o sindicato patronal da categoria no Estado do Rio de Janeiro.
A paralisação atingiu os ônibus municipais e intermunicipais em Niterói, São Gonçalo, Maricá, Tanguá e Itaboraí. Os rodoviários pediram um reajuste de 10% no salário e fim da dupla função --na qual motoristas dirigem e cobram ao mesmo tempo--, mas no final acabaram aceitando 7% com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
O vice-presidente do Sintronac (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Passageiros de Niterói a Arraial do Cabo) informou que apenas 20% da frota circularam nesta sexta em cumprimento da Lei de Greve (7.783/89), que considera o serviço essencial.
O salário-base de um motorista é cerca de R$ 1.140 e o de um cobrador, R$ 630. Segundo Oliveira.
Após brilhante atuação do Ministério Publico que convocou o sindicato dos rodoviários para dar explicações sobre a greve e assinar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), para garantir o cumprimento da Lei de Greve. Após reunião os rodoviários aceitaram os 7% proposto pelos empresários, Também pesou na decisão dos rodoviários a determinação da Justiça de que 40% da frota deveriam atender a população durante a paralisação, sob pena de aplicação de multa que variava de R$ 10 a R$ 100 mil, por cada dia de greve.
Estima-se que cerca de 1,5 milhão de pessoas tenham sido afetadas com a paralisação que atingiu as linhas municipais e intermunicipais de ônibus.
Nas escolas da rede municipal de Niterói, o número de alunos que compareceu às aulas foi muito menor do que o normal. Entretanto, nenhuma unidade escolar suspendeu suas atividades em função da greve.
Vans lucram
De acordo com alguns passageiros, as vans e kombis que faziam o transporte alternativo aproveitaram para cobrar mais caro pela passagem. Em vez dos R$ 2 habituais cobravam até R$ 3,50. No ponto de vans, que fica próximo ao terminal, o movimento foi intenso. Nos pontos de ônibus era possível verificar filas imensas de pessoas tentando chegar ao trabalho.

Comentário:
Atos como esses são de uma imensa irresponsabilidade, pois além causar um prejuízo imenso a população ainda chama atenção quanto a Lei da greve – será ela valida ou não?

sexta-feira, 27 de março de 2009

Governo pagou R$ 354,9 mi a construtora desde 2003


Fonte : Agência Estado
Alvo da Polícia Federal nas investigações feitas dentro da Operação Castelo de Areia por suposto envolvimento em fraudes em licitação e doações ilícitas a partidos, a Camargo Corrêa recebeu R$ 354,9 milhões em verbas federais desde 2003, ao ser contratada para a realização de obras. Os dados, levantados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo pela assessoria técnica do DEM, equivalem a uma média de R$ 50 milhões anuais somente em recursos federais, já que a empresa também tem atuação forte nos Estados e municípios.

A companhia tem ainda presença significativa na relação de projetos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), principal plano de obras do governo. Ela integra o consórcio Enersus (Energia Sustentável do Brasil), que vai cuidar da obra bilionária da Usina Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia. Uma das principais ações do PAC, a obra de Jirau receberá um financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 7,2 bilhões, para sua construção, operação e manutenção.

Levantamento feito pelo site Contas Abertas mostra que a Camargo Corrêa já recebeu nos últimos três anos cerca de R$ 129 milhões, apenas em obras do PAC que não incluem recursos de empresas estatais, Estados e municípios. A construtora é a 15ª colocada no ranking das que mais receberam recursos públicos vinculados ao PAC, se considerados somente os repasses feitos diretamente pelo governo federal (isso exclui o dinheiro que virá de Jirau, por exemplo). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 26 de março de 2009

MEC quer substituir vestibular de federais por novo Enem


Agência Estado

O Ministério da Educação propõe nesta quarta (25), aos reitores das universidades federais que o vestibular seja substituído por um novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O estudante faria, em qualquer Estado, teste com validade nacional e escolheria curso e instituição segundo a nota obtida. Atualmente, cada universidade realiza seu processo seletivo com provas e datas diferentes. No novo formato, o Enem abordaria mais disciplinas e teria mais questões - hoje são 63 de múltipla escolha e redação. O exame incluiria questões dissertativas e objetivas, além de poder cobrar uma parte específica, direcionada a áreas como ciências, para candidatos a Medicina. Alguns cursos poderiam fazer uma segunda fase. A proposta é semelhante à forma de seleção do Programa Universidade para Todos (ProUni). Nele, o aluno escolhe curso e instituição com base na nota do atual Enem, com mínimo de 45 pontos. As linhas gerais que o MEC propõe também são semelhantes ao que ocorre nos Estados Unidos. Lá, cada universidade determina a quantidade de pontos no teste, chamado Scholastic Assessment Test (SAT), para que o candidato possa ter chances de ingressar na instituição. O exame é nacional e cobra inglês, matemática e redação. Com a pontuação mínima, o candidato passa por entrevista e envio de currículo.